Organizações que atuam na preservação da memória e do patrimônio afro-brasileiro podem se inscrever até 5 de outubro. A participação na Rede é o primeiro passo para concorrer à seleção de quatro projetos que receberão apoio técnico.
As inscrições para a Rede Memória Viva estão abertas até 5 de outubro de 2026. A iniciativa busca identificar, conectar e fortalecer organizações e territórios que atuam na preservação da memória e da herança cultural africana e afro-brasileira em diferentes regiões do Brasil. Além que reunir iniciativas, a Rede propõe uma articulação nacional para dar visibilidade a territórios que preservam histórias, saberes, práticas culturais e patrimônios fundamentais para compreender a presença negra na formação do Brasil.
Para as organizações interessadas em participar da seleção de projetos, a inscrição na Rede é uma etapa fundamental do processo. Após o cadastro, as iniciativas poderão apresentar propostas para concorrer ao apoio técnico previsto na iniciativa.
Por que participar da Rede Memória Viva?
Em diferentes partes do Brasil, organizações, coletivos e comunidades trabalham na preservação de memórias e patrimônios relacionados às culturas africanas e afro-brasileiras. São iniciativas que atuam na cultura, na educação, no patrimônio, no turismo, na pesquisa e no fortalecimento de seus territórios.
Inspirada pela experiência da Pequena África, no Rio de Janeiro, a iniciativa busca reconhecer outros territórios que, assim como a região portuária carioca, carregam marcas, histórias e referências da presença negra e da diáspora africana.
Participar da Rede significa, portanto, fazer parte de uma articulação que busca fortalecer os territórios, ampliar sua visibilidade e estimular a troca de conhecimentos e experiências.

Inscrição na Rede é o primeiro passo para a seleção de projetos
Primeiro, é necessário realizar a inscrição na Rede Memória Viva. Depois, as organizações que desejarem concorrer ao apoio poderão apresentar uma proposta de projeto. Por isso, quem tem interesse em participar da seleção deve ficar atento ao prazo de inscrição na Rede, que termina em 5 de outubro de 2026.
A participação na Rede não se limita à possibilidade de concorrer ao apoio técnico. O cadastro também contribui para a construção de um mapeamento de iniciativas e para a formação de uma rede nacional de organizações e territórios dedicados à preservação da memória afro-brasileira.
Quatro projetos receberão apoio técnico
Nesta etapa, quatro organizações, uma de cada região do Brasil, serão selecionadas para receber apoio técnico no desenvolvimento de projetos técnico-conceituais e o processo busca contribuir para que as organizações selecionadas possam estruturar projetos relacionados à preservação, valorização e interpretação de seus patrimônios e territórios. O apoio poderá envolver diferentes dimensões técnicas, contribuindo para transformar demandas, conhecimentos e experiências já existentes nos territórios em propostas mais estruturadas.
A iniciativa reconhece que cada território possui suas próprias histórias, necessidades e formas de preservação. Por isso, o fortalecimento das organizações parte também da valorização dos conhecimentos e das experiências construídos localmente.
Quem pode participar?
A Rede Memória Viva é voltada para organizações e iniciativas que atuam na preservação e valorização da memória, da cultura e da herança africana e afro-brasileira.Entre as possibilidades estão organizações culturais, espaços de memória, museus comunitários, centros culturais, comunidades tradicionais, territórios de memória e outras iniciativas que desenvolvam ações relacionadas aos objetivos da Rede.
A diversidade de participantes é parte importante da proposta. Ao conectar diferentes experiências, a Rede amplia a possibilidade de reconhecer as diversas formas pelas quais a memória negra é preservada, transmitida e ressignificada no Brasil.
Preservar a memória é fortalecer os territórios
A preservação da memória afro-brasileira não diz respeito somente ao passado. Ela também está relacionada à construção do presente e às possibilidades de futuro dos territórios. Espaços de memória, manifestações culturais, patrimônios, saberes e narrativas contribuem para fortalecer identidades e reconhecer histórias que durante muito tempo foram invisibilizadas ou pouco representadas nas narrativas oficiais.
Nesse sentido, fortalecer quem atua na preservação dessas memórias também significa fortalecer os próprios territórios. A Rede Memória Viva articula essa perspectiva à valorização do afroturismo e do desenvolvimento territorial, reconhecendo o potencial das histórias e patrimônios locais para gerar conhecimento, circulação cultural e novas possibilidades de desenvolvimento.
Uma rede para conectar diferentes histórias do Brasil
A experiência da Pequena África demonstra como um território pode reunir memória, patrimônio, cultura e resistência. A partir dessa experiência, a Rede Memória Viva amplia o olhar para outras regiões brasileiras que também preservam referências fundamentais da história africana e afro-brasileira.
Ao conectar essas iniciativas, a proposta é construir uma rede capaz de estimular intercâmbios, compartilhar conhecimentos e fortalecer organizações que atuam diretamente na preservação dessas memórias.
Inscreva sua organização
As inscrições para a Rede Memória Viva estão abertas até 5 de outubro de 2026.
Se sua organização atua na preservação e valorização da memória, da cultura ou do patrimônio africano e afro-brasileiro, este é o momento de fazer parte dessa articulação. Inscreva sua organização na Rede Memória Viva e participe da construção de uma rede nacional dedicada ao fortalecimento dos territórios de memória negra.
Serviço
Rede Memória Viva
Inscrições: até 5 de outubro de 2026
Quem pode participar: organizações e iniciativas que atuam na preservação e valorização da memória, cultura e patrimônio africano e afro-brasileiro
Seleção de projetos: quatro organizações, uma de cada região do Brasil
Apoio: desenvolvimento de projetos técnico-conceituais
Confira o edital e as orientações para inscrição na plataforma Prosas.
