O mês de julho é marcado pelo Julho das Pretas, uma agenda nacional de mobilização e reflexão dedicada à valorização, à luta e ao protagonismo das mulheres negras. Criada em 2013 pelo Odara, Instituto da Mulher Negra, a iniciativa reúne organizações, movimentos, coletivos e instituições de diferentes partes do país em torno de ações que fortalecem a luta por direitos, justiça racial e de gênero.
A mobilização tem como marco o 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e, no Brasil, Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, instituído pela Lei nº 12.987/2014. A data é um convite à reflexão sobre as trajetórias e contribuições das mulheres negras e sobre os desafios que ainda atravessam suas vidas.

Foto: Lorena Cardoso
Na Pequena África, território emblemático para a população negra, essa história ganha representantes que atravessam gerações. Mulheres negras tiveram papel fundamental na construção da identidade cultural da região e na preservação de saberes, tradições e práticas que fazem parte da história do Rio de Janeiro e do Brasil.
Entre essas figuras está Tia Ciata, uma das grandes referências da história do samba e da cultura afro-brasileira. Sua casa, na região da Pequena África, tornou-se um importante espaço de encontro, sociabilidade e criação, reunindo música, religiosidade e cultura. Sua trajetória representa a força de tantas outras mulheres negras que contribuíram para a construção de território que lutava contra a opressão
O Viva Pequena África reafirma seu compromisso com as mulheres negras que constroem, diariamente, a iniciativa e movimentam o território.
