Viva Pequena África é um chamado à permanência, à inventividade e ao protagonismo negro.
Viva Pequena África é um chamado à permanência, à inventividade e ao protagonismo negro.
Viva Pequena África é um chamado à permanência, à inventividade e ao protagonismo negro.
Viva Pequena África é um chamado à permanência, à inventividade e ao protagonismo negro.
Viva Pequena África é um chamado à permanência, à inventividade e ao protagonismo negro.

15 de jun, 2026

Rede Memória Viva vai identificar e fortalecer Pequenas Áfricas em todo o Brasil

Compartilhar:

A valorização da memória afro-brasileira ganhará um importante reforço em 2026 com o lançamento da Rede Memória Viva, iniciativa que busca identificar, conectar e fortalecer territórios que preservam a herança africana em diferentes regiões do país.

O projeto foi apresentado durante o Festival Feira Preta, no Rio de Janeiro, e representa uma ampliação da experiência desenvolvida na Pequena África carioca. A proposta pretende reconhecer espaços que mantêm viva a história da população negra e incentivar ações voltadas ao desenvolvimento local por meio do afroturismo e da preservação cultural.

Quatro territórios serão selecionados na primeira etapa

Como projeto-piloto, a Rede Memória Viva selecionará inicialmente quatro territórios brasileiros para receber apoio técnico e institucional. As comunidades participantes poderão desenvolver projetos definidos por elas próprias, respeitando suas necessidades, identidades e prioridades.

Além do apoio direto, os territórios selecionados terão acesso a programas de capacitação focados em:

  • Desenvolvimento do afroturismo;
  • Fortalecimento de organizações comunitárias;
  • Preservação da memória afro-brasileira;
  • Valorização do patrimônio cultural negro;
  • Promoção da economia criativa e da economia negra.

Dessa forma, a iniciativa pretende fortalecer experiências já existentes e ampliar sua visibilidade em âmbito nacional.

Projeto reúne organizações de referência na cultura negra

O edital integra as ações do Consórcio Viva Pequena África, formado pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), pela Diaspora.Black e pela Feira Preta, contando ainda com o apoio do BNDES.

Segundo os organizadores, o projeto parte da escuta ativa das comunidades participantes, garantindo que as ações sejam construídas de forma colaborativa e alinhadas às demandas locais.

“São as comunidades e os territórios que vão apontar o que desejam fortalecer e preservar”, destacou Marcos Motta, assessor técnico da presidência do BNDES.

Mapeamento da herança africana no Brasil

Um dos principais objetivos da Rede Memória Viva será realizar um amplo mapeamento de experiências ligadas à preservação da memória africana em diferentes estados brasileiros.

O levantamento deverá identificar:

  • Espaços históricos de resistência negra;
  • Patrimônios culturais afro-brasileiros;
  • Organizações comunitárias;
  • Iniciativas de turismo de base comunitária;
  • Projetos voltados à valorização da cultura negra.

Embora muitas dessas experiências estejam presentes em diversas cidades do país, grande parte delas ainda permanece invisibilizada. Por isso, a Rede Memória Viva busca dar visibilidade a essas histórias e fortalecer as ações já desenvolvidas pelas comunidades.

Afroturismo e economia negra como motores de desenvolvimento

Além da preservação histórica, a iniciativa também pretende impulsionar o afroturismo e ampliar oportunidades econômicas para comunidades negras.

Para Antonio Pita, da Diaspora.Black, a proposta cria uma articulação nacional capaz de fortalecer territórios que preservam a memória afro-brasileira e ampliar investimentos destinados a essas experiências.

A fundadora da Feira Preta, Adriana Barbosa, destacou a importância de reconhecer o valor econômico dos projetos liderados pela população negra.

“É preciso que haja muito investimento e a gente precisa falar que investimentos em projetos negros custam milhões.”

Com isso, a Rede Memória Viva busca não apenas preservar a história, mas também gerar desenvolvimento sustentável, oportunidades e protagonismo para comunidades negras em todo o Brasil.

Perspectivas para o futuro

A Rede Memória Viva será implementada inicialmente como projeto-piloto. A expectativa é que os territórios selecionados sirvam como referência para futuras ações de preservação da memória africana, fortalecimento da economia negra e expansão do afroturismo em diferentes regiões do país.

Ao conectar experiências locais e promover o intercâmbio de conhecimentos, a iniciativa pretende construir uma rede nacional de valorização da herança africana, contribuindo para o reconhecimento da importância da população negra na formação da identidade brasileira.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Feira Preta Festival celebra Viva Pequena África e impulsiona organizações do território

Compartilhar...

Créditos foto Nti Uirá - Agência Atl4ntica.br.jpg (1) (1)
Rede Memória Viva vai identificar e fortalecer Pequenas Áfricas em todo o Brasil